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31/01/2010 |
É a vez dos mercados emergentes, por Carlos Peres
China, Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Grã-Bretanha. O que esses países têm em comum? Hoje, são economias dinâmicas, será, certamente, a primeira resposta. Mas é preciso ir além. Esses 10 países são as locomotivas globais de 2030.
Uma pesquisa divulgada agora no início do ano pela PricewaterhouseCoopers, no Reino Unido, e parte do estudo "Convergence, Catch up and Overtaking: How the balance of world economic power is shifting" – revela como será nosso mundo, pelo menos em relação a economia, em 2030.
O cálculo para chegar a esse novo cenário foi feito com base no produto interno bruto e paridade do poder de compra – PPP, da sigla em inglês. O relatório traz excelentes notícias ao Brasil e, de forma geral, aos emergentes.
O mundo de 2030 será bem diferente do que conhecemos atualmente. A relação de forças terá novos atores e a diplomacia comercial e as relações entre as empresas ao redor do mundo terão importância revigorada.
De fato,as mudanças começam dentro de nove anos. Em 2019 as economias dos sete grandes emergentes (China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia ) e do conhecido G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá) estarão em pé de igualdade.
Porém, a partir de 2020 começa a arrancada dos emergentes. Os atuais G7 ficarão cada vez mais longe dos emergentes. Em 2030, a diferença entre os PIBs dos dois grupos será de 30% a favor dos emergentes. Para entendermos a força dessa aceleração, em 2000, o PIB dos G7 era duas vezes maior que o dos E7. E este ano, a diferença será de 35% e continuará caindo.
Infelizmente, o ator principal será, como era de se esperar, a China. Serão os chineses que puxarão o desempenho dos emergentes nas próximas décadas. A China, aliás, vai superar os Estados Unidos como primeira economia do mundo já em 2020. A boa notícia é que estaremos a frente de potências econômicas históricas como Alemanha, França e Grã-Bretanha.
Esta nova divisão do mundo, fatalmente, irá requerer um novo posicionamento estratégico das empresas brasileiras. A década de 90 significou a abertura do País ao mundo e os últimos 10, 15 anos foram marcos pela estabilização da economia.
Os próximos anos serão essenciais para nos posicionarmos diante deste novo mundo. As empresas brasileiras precisam aprimorar seus sistemas de controle internos e externos, compreender com mais rapidez e assertividade as oportunidades que surgem em qualquer ponto do planeta e investir em capital humano.
Precisaremos de profissionais capacitados para atenderem as necessidades das empresas brasileiras que terão, cada vez mais, plataformas internacionais para suas operações. Atualmente, ainda temos um sério problema em manter um crescimento consistente e conseguir profissionais qualificados para posições específicas que exigem alto grau de estudo.
Apesar destes problemas, o cenário é bastante positivo. O crescimento do País será impulsionado pela alta nos preços das commodities, consumo do mercado interno, produção industrial e refinamento do setor de serviços. Some a isso o alto grau de exposição do Brasil no exterior, com a conquista para ser sede das Olimpíadas de 2016 e da Copa de 2014. O resultado é que, sem dúvida, a nova década será a década do Brasil.
China, Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Grã-Bretanha. O que esses países têm em comum? Hoje, são economias dinâmicas, será, certamente, a primeira resposta. Mas é preciso ir além. Esses 10 países são as locomotivas globais de 2030.
Uma pesquisa divulgada agora no início do ano pela PricewaterhouseCoopers, no Reino Unido, e parte do estudo "Convergence, Catch up and Overtaking: How the balance of world economic power is shifting" – revela como será nosso mundo, pelo menos em relação a economia, em 2030.
O cálculo para chegar a esse novo cenário foi feito com base no produto interno bruto e paridade do poder de compra – PPP, da sigla em inglês. O relatório traz excelentes notícias ao Brasil e, de forma geral, aos emergentes.
O mundo de 2030 será bem diferente do que conhecemos atualmente. A relação de forças terá novos atores e a diplomacia comercial e as relações entre as empresas ao redor do mundo terão importância revigorada.
De fato,as mudanças começam dentro de nove anos. Em 2019 as economias dos sete grandes emergentes (China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia ) e do conhecido G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá) estarão em pé de igualdade.
Porém, a partir de 2020 começa a arrancada dos emergentes. Os atuais G7 ficarão cada vez mais longe dos emergentes. Em 2030, a diferença entre os PIBs dos dois grupos será de 30% a favor dos emergentes. Para entendermos a força dessa aceleração, em 2000, o PIB dos G7 era duas vezes maior que o dos E7. E este ano, a diferença será de 35% e continuará caindo.
Infelizmente, o ator principal será, como era de se esperar, a China. Serão os chineses que puxarão o desempenho dos emergentes nas próximas décadas. A China, aliás, vai superar os Estados Unidos como primeira economia do mundo já em 2020. A boa notícia é que estaremos a frente de potências econômicas históricas como Alemanha, França e Grã-Bretanha.
Esta nova divisão do mundo, fatalmente, irá requerer um novo posicionamento estratégico das empresas brasileiras. A década de 90 significou a abertura do País ao mundo e os últimos 10, 15 anos foram marcos pela estabilização da economia.
Os próximos anos serão essenciais para nos posicionarmos diante deste novo mundo. As empresas brasileiras precisam aprimorar seus sistemas de controle internos e externos, compreender com mais rapidez e assertividade as oportunidades que surgem em qualquer ponto do planeta e investir em capital humano.
Precisaremos de profissionais capacitados para atenderem as necessidades das empresas brasileiras que terão, cada vez mais, plataformas internacionais para suas operações. Atualmente, ainda temos um sério problema em manter um crescimento consistente e conseguir profissionais qualificados para posições específicas que exigem alto grau de estudo.
Apesar destes problemas, o cenário é bastante positivo. O crescimento do País será impulsionado pela alta nos preços das commodities, consumo do mercado interno, produção industrial e refinamento do setor de serviços. Some a isso o alto grau de exposição do Brasil no exterior, com a conquista para ser sede das Olimpíadas de 2016 e da Copa de 2014. O resultado é que, sem dúvida, a nova década será a década do Brasil.
*Carlos Peres é sócio da PricewaterhouseCoopers
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